De Bangui a Ndjamena, com escala telefónica em Bagdad

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Regressei esta tarde de Bangui, a capital da República Centro Africana, num muito sofrido voo num ANTONOV da ONU.

 Soube há pouco que a correspondente da Radio France Internacional, Sonia Rolley, foi expulsa de Ndjamena. Ser jornalista no Chade não é dos cartões de visita mais favoráveis, sobretudo quando se trabalha aqui em permanência.

Estou a guardar propositadamente o melhor material de reportagem para o meu regresso a Lisboa. Merece ser bem tratado numa grande reportagem e não apenas num minuto e meio de peça de noticiário.

Passam hoje 5 anos do início da Guerra no Iraque.  Em Ndjamena, recebo de Bagdad a notícia de que o Luís criou este espaço de partilha. Para ti, do longínquo e igualmente desértico Chade, o meu abraço de força! 

E não posso deixar de reflectir sobre a balança mediática: porquê tanto silêncio jornalístico sobre os conflitos armados em África?

Há vários factores em jogo: vistos impossíveis, comunicações improváveis e, logo, caras, estadias em hóteis abaixo do medíocre, malária, ignorância, desinteresse por preconceito. Viva a indignação profissional!

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